Melhor seria se eu pudesse ver;
Intuição não faz muito sentido.
No escuro, todos são iguais.
Havia quem me guiasse.
Amigos nunca faltaram;
Único momento de alegria.
Letal é a certeza do vazio.
Todos sentimos isso um dia.
Imponente é o estado de defesa,
Mazela natural de qualquer ser vivo.
Aparece uma poça: Lágrimas por mim derramadas.
Através delas, me compadeço.
Gritaria se tivesse voz;
Ressurgiria das cinzas se tivesse forças.
Impressionante é o fim quando está próximo...
Minha última lágrima,
Amorteça todo o meu sofrimento.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Almas Pervertidas
Passos passageiros, compassados
feito um formigueiro em seu compasso
vão-se os passageiros agrilhoados.
Com seus familiares, em seus traços.
Vem nova remessa, sem espaço
vem mais de centenas desgraçados
por suas sinas de embaraços
com os seus problemas machucados.
Almas revoltadas na tormenta,
almas dos aflitos no universo,
ciclos corrompidos por seus vícios.
Boêmio
Vives envolto de amigos, de vozes;
nos bares cercado de gente.
Festas infestas, no vulto bem foges
da solidão, da verdade e sua mente.
Vives em grupos cercados de dentes,
todos falando e falando, são algozes
dos pensamentos que expurgas contente.
Teme o escuro e os seus tormentos atrozes.
Sorrindo e amando seguir multidões,
os clãs seletos, quaisquer variações
consomes só, meu Boêmio Estandarte.
E se o silêncio ressurgir violento,
assomará teus demônios - teu tormento,
os teus pecados e quem te tornastes.
nos bares cercado de gente.
Festas infestas, no vulto bem foges
da solidão, da verdade e sua mente.
Vives em grupos cercados de dentes,
todos falando e falando, são algozes
dos pensamentos que expurgas contente.
Teme o escuro e os seus tormentos atrozes.
Sorrindo e amando seguir multidões,
os clãs seletos, quaisquer variações
consomes só, meu Boêmio Estandarte.
E se o silêncio ressurgir violento,
assomará teus demônios - teu tormento,
os teus pecados e quem te tornastes.
terça-feira, 26 de maio de 2009
Rei da tristeza
Choro as lágrimas de todo mundo
Na nossa guerra interior
Eu morri na outra noite
E aquelas reminiscências de alegria e tragédia
O que devo fazer com elas?
Quero lhe dar uma sopa para aquecer sua alma
Mas nada vai mudar não vai mudar mesmo
É só mais um dia para tudo recomeçar
Só mais um dia e nada acontece de bom
O DJ toca a mesma canção
Tenho tanto a fazer
Tenho de seguir em frente
Será que esta amargura vai me largar um dia?
Me sinto o rei da tristeza
O rei da tristeza
Acho que eu poderia sumir daqui
Vou estragar meu futuro se eu ficar?
É só mais um dia para tudo recomeçar
Só mais um dia e nada acontece de bom
O DJ toca a mesma canção
Tenho tanto a fazer
Tenho de seguir em frente
Será que esta amargura vai me largar um dia?
Me sinto o rei da tristeza
O rei da tristeza
Choro as lágrimas de todo mundo
Já paguei pelos meus pecados futuros
Não há nada nem ninguém
Que possa me livrar disso
É só mais um dia e nada acontece de bom
Eu sou o rei da tristeza, sim
Rei da tristeza
Eu sou o rei da tristeza, sim
Rei da tristeza...
Na nossa guerra interior
Eu morri na outra noite
E aquelas reminiscências de alegria e tragédia
O que devo fazer com elas?
Quero lhe dar uma sopa para aquecer sua alma
Mas nada vai mudar não vai mudar mesmo
É só mais um dia para tudo recomeçar
Só mais um dia e nada acontece de bom
O DJ toca a mesma canção
Tenho tanto a fazer
Tenho de seguir em frente
Será que esta amargura vai me largar um dia?
Me sinto o rei da tristeza
O rei da tristeza
Acho que eu poderia sumir daqui
Vou estragar meu futuro se eu ficar?
É só mais um dia para tudo recomeçar
Só mais um dia e nada acontece de bom
O DJ toca a mesma canção
Tenho tanto a fazer
Tenho de seguir em frente
Será que esta amargura vai me largar um dia?
Me sinto o rei da tristeza
O rei da tristeza
Choro as lágrimas de todo mundo
Já paguei pelos meus pecados futuros
Não há nada nem ninguém
Que possa me livrar disso
É só mais um dia e nada acontece de bom
Eu sou o rei da tristeza, sim
Rei da tristeza
Eu sou o rei da tristeza, sim
Rei da tristeza...
De: Sade
sábado, 23 de maio de 2009
Verso Meu
Ó, verso meu, de formas inexatas,
De esboços opulentes e em vagos rumos,
De perigos profanos, de ufanas palavras.
Verso meu, que roto se desnudou, contudo.
Versos que das mãos tão perfumadas,
Pelos lânguidos passos se dissiparam.
Chorei um mar de orações sagradas,
Para limpar do tempo os meus olhos que amaram.
E do corpo doente a insensatez do mundo!
Eu queria agora ser como a taça de cristal,
E tilintar meu sorriso com a bela lavra.
Chorar, gritar, gemer, sem as travas.
Dos antigos momentos num timbre mortal,
Coser meus sonhos mais desnudos!
De esboços opulentes e em vagos rumos,
De perigos profanos, de ufanas palavras.
Verso meu, que roto se desnudou, contudo.
Versos que das mãos tão perfumadas,
Pelos lânguidos passos se dissiparam.
Chorei um mar de orações sagradas,
Para limpar do tempo os meus olhos que amaram.
E do corpo doente a insensatez do mundo!
Eu queria agora ser como a taça de cristal,
E tilintar meu sorriso com a bela lavra.
Chorar, gritar, gemer, sem as travas.
Dos antigos momentos num timbre mortal,
Coser meus sonhos mais desnudos!
Camafeus
O vento retorna
Suave aroma de flores
Boa noite!
Floresta escurece
Anoitece!
Os vaga-lumes iniciam uma festa
A lua torna-se real
Redondamente gorda
Amarelamente encantada
Inconstante.
A lua inicia seu momento solitária
Surge um pressentimento, desilusão
A escuridão revela seus segredos
Medos! Medos!
Efêmero como o serpentear incoerente
Por traz dos véus, cristalizam-se os vaga-lumes
Caem sobre a terra, sonhos
Telas sobre tela, tintas perdem o tom
A noite dos pensamentos flutuantes
Confuso no espaço vazio
Qual mar, pesam em salgar
Pensamentos padecem sob a escuridão
Versos são lidos,
Por vozes, combatidos.
- O que são versos senão ventos?
O vento retorna
Suave aroma de flores
Versos jogados ao léu
A lua começa seu momento solitária
Poemas perdidos
Troféus desperdiçados
Desfazem-se.
O mundo mágico se finda
Aos pés de narcisos
Que dançam sozinhos a sinfonia do eu
Cristalizados em camafeus.
Suave aroma de flores
Boa noite!
Floresta escurece
Anoitece!
Os vaga-lumes iniciam uma festa
A lua torna-se real
Redondamente gorda
Amarelamente encantada
Inconstante.
A lua inicia seu momento solitária
Surge um pressentimento, desilusão
A escuridão revela seus segredos
Medos! Medos!
Efêmero como o serpentear incoerente
Por traz dos véus, cristalizam-se os vaga-lumes
Caem sobre a terra, sonhos
Telas sobre tela, tintas perdem o tom
A noite dos pensamentos flutuantes
Confuso no espaço vazio
Qual mar, pesam em salgar
Pensamentos padecem sob a escuridão
Versos são lidos,
Por vozes, combatidos.
- O que são versos senão ventos?
O vento retorna
Suave aroma de flores
Versos jogados ao léu
A lua começa seu momento solitária
Poemas perdidos
Troféus desperdiçados
Desfazem-se.
O mundo mágico se finda
Aos pés de narcisos
Que dançam sozinhos a sinfonia do eu
Cristalizados em camafeus.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Aprendiz
Sou de mim esse próprio núcleo
único de platéia
que se joga ao delírio das vaias
torcendo para entrar em cena
abandonando o palco e
assistindo a todo esse espetáculo
num camarote escondido
de alguém que espera pelo que
um dia mostrará o que há
de ser o meu caminho
e colocará cenário em meu monólogo
música em meus versos de fim de noite
e abrirá finalmente as cortinas
para essa pequena aprendiz...
Ninho das Vespas
Nas alavelas cuspo, não me importo
Co’as maquiavélicas maquinações.
Todos abutres, cheiro nem suporto
Todos se nutrem d’outras sofridões.
Eu não me importo, sigo meias razões
Num matadouro vivo, com os mortos
Tenho descanso, volto em gerações,
Subo caveiras; sóbria, me conforto.
Pras alavelas, pouco me lixando
Tantas pessoas vivendo se matando,
Nessas intrigas, ninho de feridas.
E caminhando dentre a orla pútrida,
Talvez estoure alguém! Vem-me a dúvida...
Que alguém tire minha vida!
Co’as maquiavélicas maquinações.
Todos abutres, cheiro nem suporto
Todos se nutrem d’outras sofridões.
Eu não me importo, sigo meias razões
Num matadouro vivo, com os mortos
Tenho descanso, volto em gerações,
Subo caveiras; sóbria, me conforto.
Pras alavelas, pouco me lixando
Tantas pessoas vivendo se matando,
Nessas intrigas, ninho de feridas.
E caminhando dentre a orla pútrida,
Talvez estoure alguém! Vem-me a dúvida...
Que alguém tire minha vida!
Fim
Tudo tem seu fim na corda do relógio,
um desmerecido preço em purgatório,
d'uma mesmerice pena para todos:
todos os colonos mais os visigodos,
todos sem terras, casas e horizontes;
eu desejarei saber detrás dos montes!
Dos antepassados mortos, se existiram,
as mais vergonhosas burras marmeladas.
Para compreender de fato as coordenadas,
para perseguir aqueles que já partiram.
Ponto! Tudo acabou não tem mais volta.
Ponto! Tudo acabou não tem mais volta.
Nada! Tudo se fora! Que me importa!
Tudo gira e desanda como antes,
vermes ainda são velhos rastejantes
e devem... Deus! Devorar meus sentimentos,
tudo deve acabar no seu momento...
Eu queria voltar no tempo...
Palavras Trancadas
Prometa-me que chorarás sobre mares cinzentos, que não mais irás embora e que terás sentimentos. Que amanhã estarás de volta, como em todos os dias e que sempre se importarás com quem tanto quer. E que nunca tomarás da verdade a frieza e pensarás em seguir correntezas; o mundo girando não deseja perdê-la!
(...)
Esperar-te-ei no meu céu sem estrelas...
(...)
Esperar-te-ei no meu céu sem estrelas...
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