quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Fique {Stay (Faraway, So Close!)}

Luz verde, sete e onze
Você pára
para comprar um maço de cigarros
Você não fuma,
e nem quer
Ei, agora confira o seu troco
Vestida como um acidente de carro
As rodas estão girando
Mas você está de cabeça para baixo
Você diz que quando ele te bate,
Você não se importa
Porque quando ele te machuca,
Você se sente viva
O que é isso?

Luz vermelha, manhã cinzenta
Você desvia
De um buraco no chão
Um vampiro ou uma vítima?
Isso depende de quem está ao redor
Você costumava ficar
Para assistir as propagandas
Você poderia dublar
Para os "talk shows"
E se você olha,
Você olha através de mim
E quando você fala,
Não é para mim
E quando eu te toco você
Você não sente nada

Se eu pudesse ficar...
Então a noite a deixaria
Fique,
E o dia manteria a sua confiança
Fique,
E a noite seria o bastante

Tão longe, tão perto
Alto, com as ondas elétricas e de rádio
Com televisão via satélite
Você pode ir a qualquer lugar
Miami, Nova Orleans,
Londres, Belfast e Berlim
E se você escuta,
Eu não posso chamar
E se você salta,
Você apenas cai
E se você grita,
Eu irei apenas te ouvir

Se eu pudesse ficar...
Então a noite a deixaria
Fique,
E o dia manteria a sua confiança
Se eu pudesse ficar
Com os demônios que você sufocou
Fique,
Com o espírito que eu achei
Fique,
E a noite seria o bastante

Três horas da manhã
Está silêncio e não há ninguém por perto
Apenas o estrondo e a explosão
Como se um anjo viesse em direção ao chão
Apenas o estrondo e a explosão
Como se um anjo batesse no chão
 
By: U2

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Verdadeiro Sentido

O mundo anda ao avesso
tornando confusas as coisas que conheço
largando pelo meio do caminho a fé, a esperança
e deixando o desespero.

As palavras andam apagadas
pois  nas estantes os livros e as histórias
permanecem intáctos.

Esqueci parte da lembrança
onde guardei meus sonhos e, por muito tempo,
adormeci e não tive pressa de acordar.


Perdi algum tempo,um longo tempo, tentando me lembrar
aonde é que foram parar todas as coisas que me moviam,
que me faziam caminhar, sorrir, tocavam a alma...
sequer tive tempo de despedir-me delas.

Hoje escrevo incessantemente.
Quero encontrar, talvez no meio dessas linhas tecidas de sentimentos confusos,
o verdadeiro sentido imbutido nesse enigmático dom de viver

3 S

Se antes havia um coração valente,
acelerado e inconsequente batendo,
Hoje pouco sobrou.
São apenas fragmentos,
perguntas sem respostas.
Amargura aonde havia doce mel.
Pouco tempo sozinho e se perdeu.
Na lua há sombra de um lado:
a parte que te cabia do hemisfério.
No peito falta paz e sobra dor, voraz.
Promessas foram perdidas por aí...
No meio do caminho ficaram;
Inúmeros pés as pisaram...
Talvez voltasse atrás, talvez cedesse.
Mas o destino quis assim,
Sutil, silencioso e só.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A tarde




A chuva brilhando no asfalto,
as luzes dos carro que passam,
a tarde: promessa de sonhos.
As horas passando num salto.

A chuva brilhando nos vidros,
os vidros refletem meu rosto,
o gosto de vinho na boca,
pingando no rosto iludido.

Mas, hoje seremos amigas
depois nunca mais nos veremos,
talvez, bem talvez relembremos,
findemos talvez inimigas.

E queimam brilhando as estrelas,
disputam suas luzes com carros,
os postes juntando besouros,
talvez fume eu só um cigarro...

A chuva brilhando na grama,
memórias voltando infelizes,
brilhando tão verdes, não vedes?
Que somos agora as felizes!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Tardes de Inverno

Flores e árvores quietas
Ao som do silêncio apagado
Nas cores mornas de um dia tão frio
Pela luz fraca dessa rotina
Palavras secas como folhas de outono
No frio constante de tardes de domingo
Pela pacata atividade de me entreter
Pensar, e somente prever o olhar
Olhar para a vida parada
Distante, acomodada e farta
Às vezes com calma, temendo ao fracasso
Às vezes impaciente, dando longos passos
Mansas tardes de inverno
Onde me ponho a entender
Coisas que a vida insiste em me falar
Por meio de palavras mudas
Pensando em textos de auto-ajuda
Uma dose de tudo para me esquecer
Do desgastante vício de mergulhar no meu infinito pesar.

Reflexão

Hoje, simples e calada.
Antes, jovem e sempre armada.
Convicções, erros, ilusões.
Um pacote de idéias distorcidas.
Uma história de vida vencida.
Um monstro de teorias.
E uma breve expectativa.
A vida corria sem pressa.
Ou talvez sim, talvez depressa demais.
Cartazes, folders, informações.
Da bala perdida um alvo, o coração.
Solidão, no meio termo da ilusão.
Tentando lembrar quando chegar.
A que horas parar.
Que caminho seguir.
Se pegar um atalho ou simplesmente
Esperar, esperar e esperar ...

Saudade

Hoje, não mais que ontem.
E sei também que amanhã sentirei mais frio antes de dormir.
Sentirei mais vazio.
Quem sabe até um pouco mais de nostalgia.
Deduzirei estar doente, sentirei uma forte dor.
Os dias serão mais longos e frios.
Atrairão o medo e aumentarão a intensidade de tudo.
Me perderei sem mais vaidades,
Na ânsia de querer por perto e esperar por dias como estes.
Severos serão os dias chuvosos.
Longe, sei que a vida não terá cor.
A respiração forçada se torna tão sufocante.
E o coração parece descansar...
Pulsando lentamente, lutando pra sobreviver.
Sabendo que a qualquer momento poderá cessar.
Pulsar, parar, pulsar ...

Escrever

Escrever é um pouco como absorver-se em pensamentos.
É chorar, sorrir, dilatar-se em palavras perfeitamente engenhadas.
No profundo da inconsciência que traz o passado, o presente e o futuro.
Assim como cortes profundos ainda expostos.
Escrever é exalar a essência e a cor da alma.
Em folhas pautadas de amor ou dor.
O conteúdo já não importa, quando elas simplesmente surgem.
É crescer, criar outros mundos, mas é também renascer.
Explorar a si mesmo, visitar lugares nunca imaginados.
Criar outras reflexões, exteriorizar sentimentos.
Conceder, agradecer e soprar argumentos aos quatro ventos.
Navegar em mares profundos de sabedoria substancial.
É também desabafar pra sobreviver.
É também temer...
Escrever é muitas vezes fugir, se refugiar dentro de si.
É buscar-se em uma caverna escura e sombria.
Escrever é um pouco como alimentar-se.
O poeta quando tem fome alimenta primeiro a alma.
Depois se diz satisfeito atrás de uma pequena xícara de café.
Vaidoso ao observar suas palavras em trêmulas letras.
Escritas no velho papel pautado que um dia usou.

Sombra

Eu não mais enxergo aquele meu rosto...
Todo o meu falar calou e foi perdido lá nos vendavais de velhos desgostos;
Folhas de um futuro estranho e vencido.
Traços de um amor do ontem, retido todo num sonhar; ferrugem é o seu gosto.
Traços de uma viajante estranha e esquecida, que voltou em um fim decomposto.
Já não mais enxergo aquilo que escrevo:
Esta má melodia de tempos amigos, este manuscrito de vis tatuagens.

A Bailarina

São sardas de fogo numa noite sem estrelas.

A pequena bailarina dança em meio a turba confusa de vidas;

Ela dança envolvida em um silêncio de mundo com seus gestos e formas.

É ela apenas um facho de sonho perdido, na festa que o breu contorna.

Sozinha no vasto de um céu em meio a tantas luzes apagadas por sóis.

Só e sozinha no vasto de um céu qualquer, que a envolve em sóis e no breu a deforma.

São sardas de sonhos em uma noite eterna, dançando feliz numa festa fútil;

É só a vida de alguém afogada em vidas...

Uma menina alegre, que transparece e aparece nos meus olhos ofuscados;

Ela é como um farol vivo, como girassol.

É estrela que brilha longe e tão terna, distante desse mundo que a envolve tão inútil.

É uma estrela que brilha tão forte que se esgota e se apaga, esquecida, como um sol que abandona todo aquele Mundo que um dia iluminou.

O Mundo que um dia desejou.