Superei o insuperável; suportei o insuportável.
Sofri o que jamais imaginaste.
Andei pelo inferno, entre conflitos existenciais.
Valores mutáveis; idéias lastimáveis.
Depressões deterioráveis.
Vi a lágrima cair de um rosto inocente e triste; fatigado.
Sobre os fracos causei decepção.
Manipulei a verdade.
Usei minha dialética... em vão.
Senti a regressão, os traumas, o tempo, o vento,a solidão.
Aprendi a amar, a ser sã...
A pensar e não andar em círculos.
Compensei erros, removi pedras.
Adeus ao lado vil.
Procurei por isso entre navios e naufrágios.
As fatalidades me ensinaram a tecer.
Sinto-me atraída por pensamentos extensos.
Caminho sem pedras em meu caminho porque sei o quanto vale ]
cada instante perdido em labirintos escassos, onde a vida não aplaude.
Os humanos se recolhem sem verdades...
Não vale a pena orgulhar-se de si fazendo o próximo sofrer.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Olhos
São olhos que carregam os abismos,
portais de aberrações esquecidas
no termo dos maus sonhos, são feridas,
são as feridas encobertas de cinismo.
São olhos que num antiluminismo
apagam as verdades que vencidas
se esquecem num cáustico ciclismo
e em um redemoinho. Vai-se sua vida!
Olhar de descaminho e indiferença,
que ergue-se nas torres mais errantes,
mais distantes dos rumos os olhos cegos.
São olhos que criados na violência,
tomou no seu crescer por relevante
o Ódio e co’ rancor fincou-lhe a pregos.
portais de aberrações esquecidas
no termo dos maus sonhos, são feridas,
são as feridas encobertas de cinismo.
São olhos que num antiluminismo
apagam as verdades que vencidas
se esquecem num cáustico ciclismo
e em um redemoinho. Vai-se sua vida!
Olhar de descaminho e indiferença,
que ergue-se nas torres mais errantes,
mais distantes dos rumos os olhos cegos.
São olhos que criados na violência,
tomou no seu crescer por relevante
o Ódio e co’ rancor fincou-lhe a pregos.
A Marionete
Andas nas culpas de seus pais,
erras por eras; seu tormento
finca na dor, sem cabimento,
chagas e medos imortais.
Obsessiva tens teu alento,
em teus vestígios materiais
que te corroem, os pedestais
de teu infeliz discernimento.
És a perpétua marionete,
de um sentimento corrosivo:
uma tormenta e nada mais.
E do passado que tiveste,
só foi de alguém que esteve vivo,
que não foste tu jamais!
quarta-feira, 7 de abril de 2010
O homem e o poeta
O homem viril, forte, senhor de si
O poeta da sedução, da dor, do amor
O homem tem medo de chorar
O poeta chora em palavras
O poeta se esconde em versos não reais
O homem busca saciar instintos em momentos tais
O poeta encanta mil corações,mas é anônimo à fonte de inspiração
O homem detém o corpo da mulher,mas não o coração
Falta um Q de homem no poeta
Falta o poeta no homem
O homem perde a companheira aos poucos
O poeta a ganha só no campo das ilusões
O homem sente falta de ser poeta
O poeta clama um pouco o instinto do homem
O poeta escreve o que o homem não tem coragem de dizer
O homem designa ao poeta ser o que ele queria ser
O poeta agora também perde quem gosta,por só escrever
O homem traz o frio dentro de si,e fica sem saber o que fazer
... por perder quem o completa
... porque só quis ser homem sem ser poeta.
O poeta agora escreve palavras mortas...
...e tenta reviver o amor post mortem
...porque quis ser poeta, sem ser homem.
O poeta da sedução, da dor, do amor
O homem tem medo de chorar
O poeta chora em palavras
O poeta se esconde em versos não reais
O homem busca saciar instintos em momentos tais
O poeta encanta mil corações,mas é anônimo à fonte de inspiração
O homem detém o corpo da mulher,mas não o coração
Falta um Q de homem no poeta
Falta o poeta no homem
O homem perde a companheira aos poucos
O poeta a ganha só no campo das ilusões
O homem sente falta de ser poeta
O poeta clama um pouco o instinto do homem
O poeta escreve o que o homem não tem coragem de dizer
O homem designa ao poeta ser o que ele queria ser
O poeta agora também perde quem gosta,por só escrever
O homem traz o frio dentro de si,e fica sem saber o que fazer
... por perder quem o completa
... porque só quis ser homem sem ser poeta.
O poeta agora escreve palavras mortas...
...e tenta reviver o amor post mortem
...porque quis ser poeta, sem ser homem.
sexta-feira, 5 de março de 2010
Primavera

Deitados na beira do mar, ouvindo o barulho das ondas.
Vejo as estrelas no céu e o seu reflexo no chão.
Sei que o mundo é redondo e dá voltas,
Não importa quanto tempo demorar a sua rotação.
Pra quê tentar correr no sentido ao contrário,
Se o mundo gira em torno de nós?
Preste atenção, Meu Amor, no que os pássaros irão cantar,
Pois chegou a primavera!
E como um beija-flor, em um jardim eu irei te levar.
Vamos viver livres e soltos, sem ninguém pra nos ameaçar.
Eu vejo um mundo de glória, de paz amor e respeito!
É como se fôssemos beija-flores: tudo se resume num beijo!
Pra quê tentar correr no sentido ao contrário,
Se o mundo gira em torno de nós?
Preste atenção, Meu Amor, no que os pássaros irão cantar,
Pois chegou a primavera!
sábado, 12 de setembro de 2009
Eterna Fronteira
Que a perigosa fronteira
Entre felicidade e morte em vida
Permita-me defrutar deste singular estado desconhecido.
Embora ainda incompleto,
Sinto um pouco de vida externa querendo pulsar.
Esta vida chama-me para a luz, embora uma luz fraca
Enfadonha e sonolenta.
Uns primeiros raios penetrantes revelam a desordem conseguida:
O desleixo por tudo que não seja nada além de ti.
Os olhos ainda ardem pela sentença imposta;
As mãos permanecem trêmulas como um frágil ramo ao vento.
Todos os ciclos dos sentimentos amarrados por tua essência.
Permanecem em voltas completas, apesar de algumas emoções corroerem as bordas.
As passagens entre as suas visitas e ausências ainda sufocam.
Um íntimo impulso perdura incessávelmente e alguns pensamentos induzem
O renovar de algumas esperanças.
Triste contemplação...
É tua distante aura de névoa.
Meus braços ainda anseiam por guardar-te
Na mais absoluta certeza de felicidade.
Clamo em silêncio
Por algo maior que não compreendo.
Simplesmente estar em teus olhos
E permanecer na mais eterna totalidade do Ser.
Amável Pássaro
Eu era apenas uma garota de sonhos.
Tinha um pouco de luz nos olhos e sorriso fácil.
Corria pela alameda cinzenta,
Fazendo apostas pueris para chegar.
Imaginava vidas lá fora, filmes de fantasia...
Até que te encontrei...
Um pássaro machucado,
Com asas aparadas por alguém, ou por si mesmo.
Olhos profundos, esquivos,
Mas perfeitamente legível para mim.
Então, não resisti.
E comecei a traçar sonhos, correr menos,
Esperar saídas.
Senti uma vontade incontrolável de proteger-te.
Estar, somente.
Busquei por caminhos que levassem meus dedos aos teus,
Tremi sem ar; tua barreira cinza frenou-me.
Mas te encontrei, então.
Não ousava mais voar; um medo traumático.
Tentei me convencer de um pressentimento;
Sensação conhecida.
Arriscar era a única escolha; e ela foi tomada.
Poesias e gestos, esperas intermináveis.
Esperanças douradas... puro devaneio.
A barreira agora é negra, nefasta.
E amputou-me os braços:
Doce e cruelmente.
As lágrimas da menina brandaram à escacez.
E agora, sou a menina amputada,
Fria como granito branco.
E tu começas a bater tuas asas, sem ameaçar voar...
Tinha um pouco de luz nos olhos e sorriso fácil.
Corria pela alameda cinzenta,
Fazendo apostas pueris para chegar.
Imaginava vidas lá fora, filmes de fantasia...
Até que te encontrei...
Um pássaro machucado,
Com asas aparadas por alguém, ou por si mesmo.
Olhos profundos, esquivos,
Mas perfeitamente legível para mim.
Então, não resisti.
E comecei a traçar sonhos, correr menos,
Esperar saídas.
Senti uma vontade incontrolável de proteger-te.
Estar, somente.
Busquei por caminhos que levassem meus dedos aos teus,
Tremi sem ar; tua barreira cinza frenou-me.
Mas te encontrei, então.
Não ousava mais voar; um medo traumático.
Tentei me convencer de um pressentimento;
Sensação conhecida.
Arriscar era a única escolha; e ela foi tomada.
Poesias e gestos, esperas intermináveis.
Esperanças douradas... puro devaneio.
A barreira agora é negra, nefasta.
E amputou-me os braços:
Doce e cruelmente.
As lágrimas da menina brandaram à escacez.
E agora, sou a menina amputada,
Fria como granito branco.
E tu começas a bater tuas asas, sem ameaçar voar...
Entrega
Separa de mim essa idéia.
Deixe de alimentá-la se não pode vivê-la.
Mata. Ceifa de vez.
Faz-me sentir a demasiada dor da desilusão. Profunda. Tirana.
Os estilhaços dessa quebra serão mais que perenes.
Os caminhos jamais de aprumam, afogam os sentidos.
Ou se preferires, se agradar teu coração,
Responda aos meus anseios, compartilhe teu sossego.
As palavras que já escritas esperam lacrimosamente.
Entrego, singela, minhas lágrimas,
Uma menina crescida
Com sonhos e anelos, medos e vontades.
Da-me a paz doce de tua companhia ou a paz amarga de teu desprezo.
Mas não a terrível luta de meus pensamentos.
Espero, assim.
Dias Infinitos
E esse sonho que não passa...
Dói e dói.
Aperta tanto que esvairece.
Marca, apunhala,
Castiga com desprezo e repúdio.
Desvia, chantageia sem verdade.
Emudece o olhar e as palavras.
Escurece o pensamento, já confuso em demasia.
E essa dor que não cessa...
Aperta mais do que poderia.
Junta a tormenta e o desalento,
Mostra a crueldade da emoção.
Martírio da alma, de seu projeto inacabado,
Fruto da razão.
Dói e dói.
Aperta tanto que esvairece.
Marca, apunhala,
Castiga com desprezo e repúdio.
Desvia, chantageia sem verdade.
Emudece o olhar e as palavras.
Escurece o pensamento, já confuso em demasia.
E essa dor que não cessa...
Aperta mais do que poderia.
Junta a tormenta e o desalento,
Mostra a crueldade da emoção.
Martírio da alma, de seu projeto inacabado,
Fruto da razão.
Músicas Noturnas
Dos mais rebuscados sons brotam, às vezes, respostas silenciosas; incitam os sentidos na direção interna. Peuqenos movimentos iniciam-se, produzindo passeios por épocas imemoriáveis de saudades. Estalos de medo ofuscam os reais sentimentos e o breu aprisiona a expectativa. Prezada quietude, quase impossível. Resposta definitava ao tudo. O abandono das correntes promete uma razão clara, mas os braços incapazes fraquejam e prendem-se. Permanentemente escassos, sentidos de nada escapolem pelas decisões abruptas. Marcas tão profundas que se transformaram na própria face. Um reflexo turvo das medidas erradas forjadas nas quedas. E os sonhos nem ousam a mandar novas esperanças. Somente esses sons das árvores perduram nos sentidos centrais amenizando as ilusões.
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