quarta-feira, 15 de maio de 2013

"E em você me perco, sem errar!"

"O sonho de todo poeta
é imortalizar nas palavras o amor que se sente
ardentemente. De mim não foge
tal proposição.
Ora, quem me dera traduzir tua perfeição em versos!
Quem dera ser eu
apenas um lápis que te transcreve
Tal qual meus lábios tocam teu corpo
desvendando-o, descobrindo-o?
Eis que me habitas a alma
E me conduzes as mãos
para traduzir-te
tão de leve revelando-se
para mim.
Por entre os céus e a terra
tens fiéis e habilidosas mãos
para descrever-te. De todo modo,
a poesia será brisa de verão
pois as linhas sobrepujarão
apenas o esplêndido que és
Que és
E sempre serás.
Permita-se. Transcreva-se nestas
páginas em branco que são
folhas antigas, mas nunca usadas
neste livro infinito
que sou. No infinito de meu amor."


A.D.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Entregas




Entrego-te os meus braços,

mesmo sem a certeza

de que eles te protegeriam;


Dou-te o mundo,

com toda a certeza

de que você o deixará;


Dou-te a minha palavra,

mesmo sabendo

que posso quebrá-la;


Mostro-te um caminho,

sem a certeza

de que você o seguirá;


Entrego-te o meu coração,

para que ele possa

cobrir-te de esperança;


Dou-te os meus olhos,

para que possas ver a vida

de uma forma diferente;


Entrego-te a minha mente,

para que possas

sentir-se segura;


Entrego-te o meu peito,

para que nele possas

encontrar refúgio e conforto;


Dou-te a minha alma,

para que nela possas

descarregar todo o teu sofrimento.


(...)


Posso dar-te o que quiseres,

apenas para ver-te sorrir;

Só não posso entregar-te a minha vida,

pois essa já não é minha

desde quando te vi...



EU TE AMO, EU TE AMO!

(Sem exceções ou prerrogativas)


Com amor,

Preguicinha.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Posso imaginar nosso aniversário de tantos anos de casado. Nesse dia lembro-te o quanto tua beleza me saltou os olhos na primeira vez que te vi, tu me lembras o quanto eu disfarcei bem. Lembro-te que eras apenas uma entre mil que passavas no mesmo lugar, tu me lembras os sorrisos que te provoquei para tornar o momento inesquecível. Lembro-te das mínimas chances de nos encontrarmos, tu me lembras que há coisas sem sentido nem explicação, que simplesmente acontecem. Lembro-te do quanto estávamos cansados quando nos vimos, tu me lembras o quanto fizemos bem um ao outro. Lembro-te das loucuras que fiz e o quanto te procurei, tu me lembras o quanto nos achávamos doidos. Lembro-te de cada passo da conquista, tu me lembras o quanto nos divertimos. Digo-te como é estranho ajudar uma idosa atravessar a rua e saber que ela é minha esposa, tu despertas em sorriso, lembra-me e agradece por cumprir a promessa de sempre te fazer sorrir.


Autor: Gustavo Viníciushttps://www.facebook.com/PenseSintaViva

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Malabarista

Impulsos anestésicos. Um gole, dois. Vem a tona palavras cortadas, na zona doce da língua. Em minuto o mundo; em milésimos, escuro. 

Resposta


Tiro a roupa e entrego-me em qualquer lugar.
Onde mais estaria senão dentro de você?
Confundem-me as ordens das frases inacabadas,
Completadas com beijos longos...
Beijos que perseguem algumas noites,
Que acompanham meus dias,
E que não largam do meu pé.
Minha razão me direciona
Enquanto meu coração me bagunça toda.
Deixar-me livre para amar?
Em que ponto a reciprocidade alimenta?
Um amor só basta pelos dois?

sábado, 15 de dezembro de 2012

Volte

Volte como os traumas naufragados
pela trama velha que esmaece.
Para os nossos sonhos ofuscados
volte como o dor que fez a prece.
Volte como a volta de um passado.

Festa

nesta festa cega e insandecida
tudo grita em alvoroço
para levar o que lhe afronte

a identidade destruída
soa como caos, liberdade
na doçura das dores parasitas
tudo muda tudo arde
só resta em si fertilidade.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Desenho

São os segredos
Da alma
Que me incomodam
Mais...
Às vezes
Não são iguais
Nunca falamos 
Tentamos embuçar
O porque
Da covardia
Se a vida
Que deu guarida
Agora diz proibida
E pode te condenar

Então vamos

Paliar
Esse sentimento
Estranho
De imenso
Tamanho
Agora imerso
Contido
Nas lagrimas
Desses meus versos!

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Aprendi

Aprendi a ler as urgências da pele
As palavras dos olhos
Para navegar tristezas absurdas e silenciosas
Que eu esqueceria com o tempo
Entendi palavras soltas

Entediadas
Esquecidas e perdidas
Nos mapas que meus pensamentos desenharam
No vão das coisas permanentes
Aprendi a entender a ausência das estrelas vadias
Estampadas em breu dourado
De um dia qualquer
Aprendi a desaprender
A esquecer
Todas as noites vazias
Que dançam nas minhas saudades

Fugaz

Necessitava sempre de companhia, afeição, carinho; doses diárias de loucura. E acima de tudo, de uma musa. De preferência que lhe fosse inalcançável e burra; manipulável. A dona dos sentimentos imutáveis; congelados para sempre dentro do peito. Aquela por quem seu amor era eterno — como a musa anterior, e a anterior a ela, e assim sucessivamente — bom digamos que sim. Eterno de maneira fugaz. Percebeu então que não deveria mais alcançar musa alguma, pois estas, de tal forma, perderiam seu posto de musas e ela, oh pobre, perderia sua inspiração, conjectura elaborada pela própria após vários fracassos e mortes. Maldita! Por que não pode apenas continuar sendo bela e misteriosa? Mas dessa vez, encontrou sua musa definitiva. Longínqua, bela, misteriosa; inexistente.