sábado, 18 de abril de 2009

Absinto


Corrompo, Sou Absinto, Sou Profana!
Misturo teus anseios, desejos e fome...
Idolatro teus pensamentos, com ciúmes do teu Tempo,
Faço temporal para chamar-te atenção,
Excomungo todos os Deuses,
Consagro nosso Ritual de Paixão.
Seduzo-te em meus risos, te embriagando no meu veneno.
Meu beijo tornou-se Escravo de tua boca.
Ame-me; queira-me. Nada presto; tudo exijo.
Queime-te em labaredas da minha nudez,
Afogue-te em meu desvairado e selvagem sexo.
Banalizarei seus antigos amantes... fugaz serão suas lembranças.
Real serei Eu; somente e apenas Eu.
Não Duvides. Sou Inferno em enchente,
Cama cheia e mesa farta, sou Eu.